Os profissionais em educação do Estado do Pará não confiam no governo de Ana Júlia Carepa. Pelo menos essa é a afirmação que faz a coordenadora geral do Sintepp em Santarém, Isabel Sales. A categoria está insatisfeita com o atual governo que desde o início de seu mandato não cumpriu o acordo feito com os professores. O descaso com a educação é outro ponto que está sendo amplamente debatido entre os trabalhadores que culpam a falta de sensibilidade da governadora pela greve.
Isabel disse que o clima de insatisfação é geral, sobretudo porque no ano passado, a categoria se solidarizou com o governo, aceitando passivamente as explicações de que não seria possível investimentos na área de educação, principalmente nas questões salariais, porque a própria governadora justificou dizendo que o governo iniciaria seu mandato administrando recurso deixado pela administração passada. Poucos recursos, segundo ela. Ocorre que, passado o primeiro ano e também já administrando o Estado com recursos próprios, a governadora simplesmente não cumpriu a promessa de valorização dos profissionais em educação, causando um enorme descontentamento. “Nós fomos sensíveis e entendemos que naquele momento ela estava assumindo o governo e em momento algum pensamos em greve. Até porque o governo fez muitas alegações de que traba-lharia com orçamento do governo anterior. Nós demos um voto de confiança, mas o resultado está aí, um descaso total com a educação”, desabafou Isabel explicando que a categoria não entende como que no primeiro ano o governo trabalhando com recurso deixado pelo governo passado concedeu um reajuste de 10% no ano passado e este ano que a governadora já tem recurso próprio ofe-rece apenas 6,5%?
Entre serventes, vigias, diretores e vice-diretores, técnicos e professores, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (SINTEPP), congrega 1700 profissionais em Santarém.
Reajustes – O Sintepp bem que tentou negociar com o governo e evitar a para-lisação, porém, não houve acordo e as negociações salariais não avançaram. A última quinta-feira, Dia do Trabalho, foi marcada pelo clima de indignação com o governo que trata a educação com descaso.
Os profissionais de Educação do Pará reivindicam reajuste de 30% de salário e vale-refeição no valor de R$ 400, contudo, o go-verno ofereceu 6,5% e vale-refeição de apenas R$100.
Ao todo, a pauta de negociação apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará (Sintepp) ao governo do Estado, contempla 32 itens que vão desde aumento salarial até a formação continuada dos professores.
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